Gracismões fica situado a 9 km de Russas, sendo uma das mais antigas comunidades.

No livro “Capital e Santuário” escrito por Padre Pedro de Alcântara, ex-vigário de Russas, conta que houve um tempo em que nesta região morou um holandês, provavelmente militar da ocupação holandesa, que tinha vindo buscar refúgio nas terras do Ceará. Esse holandês tinha o nome de Teodósio Gracisman de Abreu e residia nestas terras onde hoje é a atual comunidade de Gracismões.

Em outubro de 1707, as terras desta região (Gracismões e demais vizinhanças, que não tinham dono) iriam ser doadas para moradores que viviam há mais tempo nelas. Os lotes de terras a serem doados eram chamados de sesmarias e correspondiam a 3.000 braças, (medida agrária da época).

Teodósio Gracisman, sabendo da notícia, fez um requerimento ao desembargador Cristóvão Soares Reyman (pessoa que iria medir as sesmarias) alegando que morava nestas terras desde o ano de 1683, sendo portanto, o primeiro descobridor e povoador desta região.

Teodósio Gracisman também resolveu doar da sua sesmaria meia légua de terra em quadro, para que se fundasse o chamado Sítio Igreja. Conforme a vontade do doador, a padroeira deveria ser Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Russas desde aquela época até os dias de hoje.

Como podemos ver a história de Gracismões se confunde com a história de Russas, pois segundo relatos de livros e documentos, toda essa narrativa resulta na primeira aldeia, com a presença da Igreja, e posteriormente surge o povoado, a vila e, por conseguinte, a cidade de Russas.