Apresentação

O Telecentro Comunitário Maria do Socorro da Silveira foi implantado na comunidade de Melancias em decorrência da parceria feita entre Prefeitura Municipal de Russas, Associação de Pais e Mestres Zilma Bezerra Maia (CNPJ 03.290.539/0001-10) e Governo Federal, através do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR. Esta implantação possibilitou a expansão do Projeto Ação Digital – PAD, instituído pelo Decreto Municipal Nº 030/2008/PMR.

O Telecentro Comunitário de Melancias recebeu o nome de Maria do Socorro da Silveira, cidadã muito querida pelas pessoas da comunidade. Está cadastrado no Observatório Nacional de Inclusão Digital – ONID sob nº 18943. O sinal de internet, cadastrado sob nº GESAC 37471, é fornecido, gratuitamente, pelo Governo Federal através do Programa Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão – GESAC.

O nome do telecentro foi escolhido em consulta pública à comunidade local através de reunião convocada pela Associação de Pais e Mestres Zilma Bezerra Maia. Esse ato legal foi registrado em ata e caracterizou a criação do referido telecentro em março de 2010. Em 1º de março de 2012 o telecentro entrou em efetivo funcionamento atendendo também comunidades circunvizinhas. 

 

Estrutura interna do telecentro

 

Endereço do telecentro:
Sítio Melancias, Zona Rural.

Descrição de localização:
A partir do centro de Russas-CE seguir para a CE 105, sentindo Mossoró-RN. Após 10 km e antes da ponte sobre o Rio Jaguaribe, entrar à direita. Seguir em frente até às proximidades da Escola de Ensino Fundamental Luis Ferreira Lima. O telecentro está à esquerda da referida escola.

Endereço para envio de correspondências:
Projeto Ação Digital – PAD
Telecentro Comunitário Maria do Socorro da Silveira
Tv. José de Deus, S/N, Prédio do Projeto ABC
Russas-CE
CEP: 62900-00

O Projeto Ação Digital – PAD

O Projeto foi criado e pensado pelo sr. João Paulo de Oliveira como proposta para a reabertura da sala de informática do Projeto ABC. Foi elaborado e enviado ao gabinete do deputado Ariosto Holanda que, prontamente, viabilizou a implantação do mesmo juntamente com a profa. Lindalva Pereira Carmo, então secretária de Educação do Município de Russas-Ce.

O PAD, como é publicamente conhecido, foi implantado através do Decreto Municipal nº 030/2008/PMR pelo Excelentíssimo Prefeito Raimundo Cordeiro de Freitas, tornando-se, assim, uma política pública do Município de Russas.

Em 2010, em virtude do lançamento do Chamado Público do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o PAD ficou entre as 63 iniciativas (de um total de 1071) de inclusão digital que foram contempladas com o Programa Telecentros.BR no Brasil. Tornou-se então, a única iniciativa do Vale do Jaguaribe que recebeu 13 novos telecentros para implantação nos seguintes locais: Projeto Ação Digital – SEDE – ABC (02), Sítio Melancias (01), Sítio Gracismões (01), Sítio Paraíso (01), Sítio Ingá (01), Rua Dr. João Maciel Pereira (01), Av. Cel Araújo Lima – UNACR (01), Sítio Poço de Onça (01), Sítio Lagoinha (01), Lagoa do Toco (01), Córrego da Catita (01) e Sítio Timbaúba(01).

  O Programa Telecentros.BR

       O Programa Nacional de Apoio a Inclusão Digital nas Comunidades -  Telecentros. BR é uma política de inclusão digital do Governo Federal em parceria com iniciativas da sociedade civil, que visa implantar telecentros novos, além de fortalecer as unidades já existentes em todo o País.

         Para o Programa, telecentros comunitários são espaços que proporcionam acesso público e gratuito às tecnologias da informação e comunicação, com computadores conectados à internet e disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção do desenvolvimento local em suas diversas dimensões, sendo o gestor, em suma, o administrador responsável pelas condições adequadas para a realização das atividades nos telecentros e porta-voz da instituição em assuntos que mereçam interseção com a comunidade.

O Programa GESAC

Coordenado pelo Ministério das Comunicações por meio do Departamento de Infraestrutura para Inclusão Digital, o Programa Gesac oferece conexão de internet via satélite e terrestre à telecentros, com o objetivo de promover a inclusão digital em todo o território brasileiro.

O Programa é direcionado, prioritariamente, para comunidades em estado de vulnerabilidade social, em todos os estados brasileiros, privilegiando as cidades do interior, sem telefonia fixa e de difícil acesso. Por meio dele, é disponibilizada a infraestrutura fundamental para a expansão de uma rede.

Desde 2002, milhares de brasileiros passaram a dispor do acesso à internet por meio do Programa, que proporciona oportunidades de inserção no mundo das tecnologias de informação (TICs) e comunicação por meio de uma iniciativa governamental pública, gratuita e democrática.

Biografia da Sra. Maria do Socorro da Silveira

Maria do Socorro da Silveira

Maria do Socorro da Silveira nasceu em 22 janeiro de 1959 e faleceu em 21 de fevereiro de 2009. Viveu uma infância simples ao lado de seu pai João Pedro da Silveira, de sua mãe Josepha Maria da Silveira e de seus outros três irmãos. 

Em 1973, aos 14 anos de idade, a partir de uma infecção na garganta, sofreu uma forte febre reumática. Foram vários dias de dor e sofrimento até a recuperação. Essa doença afetaria significativamente seu coração.

Na época de sua adolescência, estudar era difícil. Mas, mesmo assim, terminou a 5º série e tornou-se professora em súa própria residência na comunidade de Campo Limpo. Foi exercendo este ofício que conheceu seu futuro marido.
De professora, passou para a condição de esposa quando se casou aos seus 23 anos com seu ex-aluno, o sr. João Leite de Oliveira, com quem teve dois filhos, João Paulo de Oliveira e Francisco Paulo de Oliveira.

Em 1998, em consequência da febre reumática que tivera na infância, foi constatado que sua válvula de mitral estava afetada e que deveria ser substituída, através de procedimento cirúrgico, por uma válvula mecânica. Permaneceu dois meses internada no Hospital do Coração em Fortaleza/Messejana onde fez a alegria das demais pacientes com sua alegria constante.

Ao retornar da cirurgia, o seu marido havia vendido a residência da família. Juntamente com os dois filhos moraram em uma casa alugada na comunidade de Poço Redondo pelo período de um ano. A separação veio em seguida e ela assumiu a família sozinha, tendo enfrentado dificuldades para criar os filhos.

No final do ano de 1998, muda-se definitivamente para a comunidade de Melancias onde passa a viver apenas com um salário mínimo, proveniente do auxílio doença do INSS. A residência foi doada pelos seus pais e adaptada, pois havia sido construída para funcionar como forno para derreter cera de carnaúba.

Enfrentou grandes dificuldades financeiras, mas sempre acreditou que a educação dos filhos deveria ser prioridade, independentemente de qualquer situação. Para complementar a renda ela costurava, vendia AVON (atividade que sempre gostara de fazer) e fazia doces.

Em 2001, voltou a estudar, concluindo assim o Ensino Fundamental pelo Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Luis Ferreira Lima.

Em 2002, com toda a sua alegria e virtude saiu de casa em casa na comunidade pedindo uma ajuda financeira para completar o valor de R$ 75,00 (setenta e cinco reais) com o qual pagaria a inscrição do filho mais velho no vestibular da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Sempre abnegada não media esforços para realiza seu grande sonho formar os dois filhos.

Em abril de 2007 pode participar com muita alegria da formatura do filho mais velho, João Paulo de Oliveira, que concluiu o curso de Ciência da Computação pela UERN.

Muito querida na comunidade de Melancias, Maria do Socorro, sempre acreditou na realização de seus sonhos e acreditava que somente a educação podia transformar a vida das pessoas. Nunca teve grandes ambições, mas sempre possuía força e garra para lutar por seus ideais incentivando com confiança seus filhos a vencer na vida através do “saber”.

Na madrugada de 21 de fevereiro de 2009, falece dormindo em sua residência onde viveu os últimos 10 anos de sua vida. Sua história de vida permanecerá viva na comunidade e será sempre lembrada como um grande exemplo de humildade e de incentivo à cultura de valorização da educação dos jovens pobres das comunidades da zona rural.