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Lixo tecnológico não tem destino correto
O Brasil deve demorar pelo menos 10 anos para ter uma cadeia autosuficiente e uma legislação adequada para que lixos como computadores usados, monitores, celulares, pilhas, baterias e outros componentes similares tenham uma destinação adequada, minimizando danos a saúde pública e ao meio ambiente. Esta constatação é do consultor em resíduos tecnológicos para a Organização das Nações Unidas (ONU) e União Europeia, o holandês Jeroen IJgosse.

Há dois anos morando no Brasil, IJgosse está buscando uma estratégia para a gestão de resíduos tecnológicos no Ceará, que também deve se tornar autosuficiente em uma década. O projeto leva o nome de CE-Waste. Segundo ele, a primeira parte deste trabalho começou no ano passado. “Iniciamos com uma pesquisa junto aos órgãos públicos municipais, empresas, empreendedores, para mapear a geração e destinação deste resíduos”, afirma o consultor.

Neste processo, ele enviou questionários a todos os 184 municípios cearenses. “Tivemos o retorno de apenas 30%, mas isso se deve também as recentes chuvas fortes, que deixaram muitos em situação de emergência”, explica IJgosse. Ele afirma que, pelas viagens feitas ao interior do Estado e pelos questionários já recebidos, é possível fazer algumas observações preliminares.

“O primeiro comportamento das pessoas diante do produto tecnológico obsoleto é guardar em algum canto da casa. Ou seja, as pessoas não sabem o que fazer com aquilo. Alguns chegam a doar esses equipamentos a amigos, familiares, entidades sociais”, explica. “Mesmo assim, vai chegar um dia em que esses computadores, celulares, entre outros, vão ter que ser descartados”, afirma IJgosse.

A partir daí, entram as empresas, indústrias e até pessoas autônomas especializadas em dar uma destinação final adequada a esses resíduos, que contêm diversos elementos nocivos a saúde e ao meio ambiente, como metais pesados. “Por exemplo, uma só placa-mãe de um computador tem 44 diferentes tipos de materiais”, explica. “Cada um desses componentes deveria ter uma destinação especial e não nos lixões comuns”, completa.

(Fonte: O Povo - CE)



Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=46219


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